Minicursos e oficinas

As oficinas e os minicursos serão realizados em 1 ou 2 dias, sempre das 13h às 15h.

Toda a programação segue o horário de Mato Grosso do Sul: uma hora a menos que o horário de Brasília.

A duração foi escolhida pelos ministrantes.

 

OFICINAS

 

Oficina 1: ABORDAR OU NÃO A VARIAÇÃO NA AULA DE INGLÊS: EIS A QUESTÃO

Ministrante: Eliane Nowinski da Rosa (UNISINOS)

Data: 05 de outubro

Link para acesso: https://meet.google.com/bzo-xshs-xge

 

 

Oficina 2: METODOLOGIAS ATIVAS PARA A PRODUÇÃO DE HQS

Ministrantes: Thaize Soares Oliveira (UEMS) e Renan Morel de Sena (UEMS)

Data: 05 e 06 de outubro

Link para acesso: http://meet.google.com/xiz-zepe-vuj

MINICURSOS

 

Minicurso 1: ABNT PARA TRABALHOS ACADÊMICOS: PRÁTICA EM WORD

Ministrante: Manoella Gonçalves Bazzo (UFMS)

Data: 06 de outubro

Link para acesso: https://meet.google.com/gak-hqsz-wfg

 

Minicurso 2: DINÂMICAS E PRÁTICAS EM MULTIMODALIDADE: TEORIA E ANÁLISES

Ministrante: Rafael Seixas de Amoêdo (UEA)

Data: 07 de outubro

Link para acesso: http://meet.google.com/tnv-btek-xfb

 

Minicurso 3: PRAGMÁTICA FORMAL E COGNITIVA: O CASO DAS IMPLICATURAS ESCALARES

Ministrante: Renato Caruso Vieira (UFRGS)

Data: 06 de outubro

Link para acesso: http://meet.google.com/tyc-nhze-isu

 

Minicurso 4: LÍNGUA E EDUCAÇÃO INTERCULTURAL: OS CULTUREMAS RELACIONADOS AO AMBIENTE NATURAL EM CAPITÃES DE AREIA, DE JORGE AMADO

Ministrante: Vicente de Paula da Silva Martins (UVA)

Data: 07 de outubro

Link para acesso: https://meet.google.com/vsx-onrh-vza

 

Minicurso 5: INTRODUÇÃO À SEMÂNTICA E À PRAGMÁTICA DAS LÍNGUAS NATURAIS

Ministrante: Lovania Roehrig Teixeira (UFMS)

Data: 06 e 07 de outubro

Link para acesso: https://meet.google.com/gif-isee-fcz

 

Minicurso 6: ANÁLISE DO DISCURSO ECOSSISTÊMICA: REFLEXÕES SOBRE ANÁLISE DISCURSIVA A PARTIR DA EPISTEME ECOLÓGICA

Ministrante: Samuel de Sousa Silva (UFMS)

Data: 05 de outubro

Link para acesso: https://meet.google.com/mws-qknq-qgn

 

Minicurso 7: LITERA(LEI)TURA E CRITICIDADE: THE DEVIL IS IN THE DETAIL

Ministrante: Igor Alexandre Barcelos Graciano Borges (UFMS)

Data: 05 de outubro

Link para acesso: https://meet.google.com/cwn-pafn-cby

 

Minicurso 8: ORALIDADE E ESCRITA: REFLEXÕES ACERCA DA IMEDIATEZ E DA DISTÂNCIA COMUNICATIVAS EM DIFERENTES GÊNEROS TEXTUAIS

Ministrante: Denise Durante (UNIP) e Katiuscia Cristina Santana (USP)

Data: 05 de outubro

Link para acesso: https://meet.google.com/mgk-nojw-isn

 

Minicurso 9: TEORIA DOS CAMPOS: UMA INTRODUÇÃO À TEORIA DE PIERRE BOURDIEU EM TEMPOS DE DESVALORIZAÇÃO DO CAMPO DAS HUMANIDADES NO BRASIL

Ministrante: Paula Aparecida Diniz Gomides (UFMG)

Data: 05 e 06 de outubro

Link para acesso: https://meet.google.com/jug-xkct-dij

 

Minicurso 10: LÍNGUA BIAFADA: ASPECTOS TIPOLÓGICOS, FONÉTICOS, MORFOSSINTÁTICOS E CULTURAIS-SOCIOLINGUÍSTICOS

Ministrantes: Mário Alexandre Garcia Lopes e Walquíria Béda Lopes

Data: 05 e 07 de outubro

Link para acesso: http://meet.google.com/aub-fzqn-qba

 

Minicurso 11: MÚSICA E REPRESENTAÇÃO: MATO GROSSO DO SUL ENTRE CORDAS E VERSOS

Ministrante: Flávio Zancheta Faccioni (UFMS)

Data: 05 e 06 de outubro [O MINICURSO NÃO SERÁ OFERTADO NO DIA 06/10]

Link para acesso: https://meet.google.com/zvu-apkt-yxc

 

[MINICURSO CANCELADO] Minicurso 12: A TAREFA DO TRADUTOR, DE WALTER BENJAMIN E SUA REDE DIALÉTICA COM OS PRINCIPAIS ESTUDOS DA TRADUÇÃO SURGIDOS NO SÉCULO XX – Enio Gontijo de Lacerda (UFES)

 

Minicurso 13: ANÁLISE DO DISCURSO DIGITAL: NAVEGANDO POR POLÊMICAS NA INTERNET

Ministrante: Rodrigo Seixas Pereira Barbosa (UFG)

Data: 06 de outubro

Link para acesso: https://meet.google.com/xxa-eovt-jsu

 

Minicurso 14: LEITURA E ESCRITA, DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES DA INFÂNCIA À GRADUAÇÃO

Ministrante: Milena Ramos (PUC-RS)

Data: 07 de outubro

Link para acesso: http://meet.google.com/vza-ziap-bqb

 

Minicurso 15: LITERATURA INDÍGENA E A LEI 11.645/08: REFLEXÕES E PRÁTICAS DE (RE)EXISTÊNCIA

Ministrante: Sônia Cristina Poltronieri Mendonça (UFFS) e Rogério Back (UFPR)

Data: 06 e 07 de outubro

Link para acesso: 06/10: http://meet.google.com/ncg-byrt-oui

07/10: http://:meet.google.com/mrp-wxpb-xwt

 

OFICINAS

 

ABORDAR OU NÃO A VARIAÇÃO NA AULA DE INGLÊS: EIS A QUESTÃO

Eliane Nowinski da Rosa (UNISINOS)

A língua se trata de um sistema complexo e dinâmico, a qual é construída por seus falantes a fim de suprir suas necessidades comunicativas (LARSEN-FREEMAN, 2008). Logo, ao ser considerada um instrumento usado pelos membros de uma comunidade com a intenção de estabelecer a comunicação entre seus usuários (LABOV, 1972), depreende-se que a língua está sujeita a sofrer constantes modificações e transformações linguísticas. Levando em consideração que a variação é uma característica inerente de qualquer língua (LABOV, 1972), sabe-se que o aprendiz irá se deparar com formas em variação durante a interação comunicativa com falantes nativos e não nativos. Por conta disso, acredita-se que abordar a variação linguística, na aula de inglês, pode não somente ajudar o aprendiz a se sentir mais preparado para estabelecer uma comunicação eficiente com qualquer usuário do idioma alvo, bem como desencorajar o preconceito linguístico e estimular a adoção de atitudes positivas e respeitosas para com outros povos e suas culturas. Diante disso, a presente oficina se propõe a fornecer tanto subsídios teórico-metodológicos para o professor tratar a variação de forma pedagógica em sua sala de aula, quanto apresentar sugestões de atividades didáticas para tal fim. Ademais, espera-se fomentar uma discussão acerca da necessidade de se incluir a variação no conteúdo programático das aulas de inglês, já que este é formado por dialetos e sotaques nativos e não nativos.

Palavras-chave: Variação; Ensino; Língua Inglesa.

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METODOLOGIAS ATIVAS PARA A PRODUÇÃO DE HQS

Thaize Soares Oliveira (UEMS)

Renan Morel de Sena (UEMS)

As metodologias ativas são metodologias nas quais o aluno é o protagonista central, enquanto os professores são mediadores ou facilitadores do processo. O aluno é instigado a participar da aula por trabalhos em grupo ou discussão de problemas. Ele é assim retirado de uma posição cômoda, puramente receptora de informações, para um contexto em que poderá desenvolver novas competências, se tornando o centro do processo de ensino-aprendizagem. Destacam-se alguns benefícios dessas metodologias, dentre eles: a iniciativa, a criatividade, a criticidade reflexiva, a capacidade de autoavaliação, cooperação para se trabalhar em equipe, responsabilidade, ética e a sensibilidade na assistência. Por outro lado, é sabido que as Histórias em Quadrinhos são ferramentas queridas pelos alunos, e que a produção dessas histórias pode colaborar para o desenvolvimento do senso crítico e estético em relação aos diversos gêneros do discurso, como também possibilitar um diálogo com outras áreas do conhecimento. Sendo assim, a proposta para esta oficina é utilizar metodologias ativas para a expressão da criatividade, como também sugerir propostas que auxiliem na discussão sobre os gêneros textuais, dentre eles os literários. Além de propiciar a leitura e discussão de tais textos, será apresentada uma ferramenta chamada Pixton que pode auxiliar na produção de Histórias em Quadrinhos. Para tanto, utilizaremos as contribuições de John Dewey (1979), José Matias-Pereira (2012), Sandra Minardi Mitre (2008), Waldomiro Vergueiro (2004), dentre outros.

Palavras-chave: Metodologias Ativas; História em Quadrinhos; Produção.

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MINICURSOS

 

ABNT PARA TRABALHOS ACADÊMICOS: PRÁTICA EM WORD

Manoella Gonçalves Bazzo (UFMS)

A vida acadêmica demanda leitura e escrita de diferentes gêneros textuais. Em muitos casos, além da exigência de uma escrita mais próxima da norma padrão, esses textos passam por orientações quanto a sua estrutura e formatação. Para esses casos, a ABNT é uma das normativas mais consultadas e seguidas em diversos espaços de escrita acadêmica. Todavia, sua aplicação requer o conhecimento de algumas nomenclaturas, bem como a aplicação e uso em processadores de textos digitais, como o Word. Nesse sentido, esse minicurso pretende orientar, na prática com o Word, a aplicação da ABNT na formatação de trabalhos acadêmicos, como artigos, resumos e monografias, contribuindo para a qualificação dos acadêmicos e comunidade interessada.

Palavras-chave: ABNT; Formatação de trabalhos; Word.

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DINÂMICAS E PRÁTICAS EM MULTIMODALIDADE: TEORIA E ANÁLISES

Rafael Seixas de Amoêdo (UEA)

Nas novas dinâmicas do contexto contemporâneo, os textos e as suas práticas de produção passaram a agregar além do modo verbal outras modalidades semióticas para fazer significado (entonação, tipografias, cores, imagens, movimento e até mesmo cheiros), os textos então são multimodais. A seleção desses modos não é arbitrária e parte do interesse dos atores sociais para que um determinado evento discursivo signifique. O objetivo deste minicurso é expor ao público a nova abordagem de estudos de texto, a multimodalidade, a partir da perspectiva Semiótica Social (KRESS; 2010) e a formulação da Gramática do Design Visual (GDV) (KRESS, van LEEUWEN, 2006), um inventário ocidental para o tratamento de eventos textuais-discursivos multissemióticos. Como práticas de análise, a partir de estudos realizados nos últimos quase cinco anos, este minicurso ilustrará em diversos gêneros: memes, livro didático, capas de revistas, curta-metragem e propagandas políticas, a importância da multimodalidade tanto em contexto científico quanto no educacional em que cada vez mais implode por práticas de multiletramento (AMOÊDO; SOARES, 2018, 2019, 2020; AMOÊDO, 2021). Este painel se subdividirá em dois momentos: Em um primeiro momento, a exposição teórica dessa abordagem, incluindo as categorias analíticas da GDV dos significados: representacional, interacional e composicional; Em um segundo momento, a exposição prática a partir de pesquisas já desenvolvidas e publicadas. Quanto aos recursos, devido ao formato remoto, faz-se uso da plataforma digital (Meet ou Zoom), bem como de slides em PowerPoint e vídeos. Espera-se com esse minicurso, de forma didática, agregar novos pesquisadores a essa perspectiva contemporânea de prática textual.

Palavras-chave: Linguística Aplicada ao Ensino de Língua Materna; Educação Linguística; Língua Portuguesa.

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PRAGMÁTICA FORMAL E COGNITIVA: O CASO DAS IMPLICATURAS ESCALARES

Renato Caruso Vieira (UFRGS)

As implicaturas escalares (IEs) vêm se consolidando nas últimas décadas como tema de destaque em trabalhos e debates acadêmicos no campo da pragmática, dando origem não apenas a disputas teóricas mas, também, a trabalhos experimentais com foco psicolinguístico e neurolinguístico. IEs são tradicionalmente definidas como interpretações upper-bound de termos escalares fracos, nas quais estes assumem a máxima força informacional de suas escalas, negando termos mais informativos (e.g. “somente alguns mas não todos”) por obra da primeira submáxima de Quantidade de Grice. Uma importante cisão teórica no entendimento do fenômeno é aquela encontrada entre a abordagem mais formalista neo-griceana (por exemplo, de Horn e Levinson) e a mais cognitivista da Teoria da Relevância. Tópicos centrais de tal debate teórico incluem a necessidade de postulação das máximas griceanas, a existência de implicaturas geradas por default (“generalizadas”) e os limites entre o que pode ser considerado inferência implícita (implicatura) e o que deve ser atribuído ao campo dos enriquecimentos pragmáticos sobre sentidos explícitos (nos termos da Teoria da Relevância, explicaturas). O objetivo do minicurso é o de apresentar uma introdução a temas que, apesar de fomentarem rica literatura científica multidisciplinar internacional, ainda são objeto de produção muito discreta de pesquisadores brasileiros, sobretudo, nas áreas de aproximação entre pragmática e ciências cognitivas e em discussões acerca da Teoria da Relevância. O conteúdo do minicurso se concentrará nos seguintes temas: i) Grice, neo-griceanos e IEs; ii) Teoria da Relevância, explicaturas e IEs; e iii) estudos experimentais de IEs e suas consequências para as disputas teóricas.

Palavras-chave: Pragmática; Implicatura escalar; Explicatura; Pragmática experimental.

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LÍNGUA E EDUCAÇÃO INTERCULTURAL: OS CULTUREMAS RELACIONADOS AO AMBIENTE NATURAL EM CAPITÃES DE AREIA, DE JORGE AMADO

Vicente de Paula da Silva Martins (UVA)

Pretende-se discutir, neste trabalho, o vínculo inseparável entre língua, literatura e cultura e a inter-relação possível entre a prática social da leitura de textos literários e sua recepção didática em sala de aula de português para falantes de outras línguas (PFOL). Numa perspectiva de educação intercultural (NUNES e BAPTISTA, 2015), apontamos os romances regionais do nordeste brasileiro como suporte didático que permite a aprendentes do Português Língua Estrangeira (PLE) entrar diretamente em contato, através da leitura, com a língua e a cultura dos escritores da língua estudada. Para cumprir este objetivo, recorremos aos conceitos de língua, cultura e culturema (Nord, 1994; Molina, 2006), mediação linguística e cultural e competência intercultural (QECR, 2001; e QuaREPE, 2011) e elegemos cinco romances do cânone literário brasileiro, comprometidos com a estética regionalista, fortemente marcados por culturemas ou referentes culturais. Para a identificação e classificação dos culturemas nos textos literários, baseamos nossa proposta nos modelos de catalogação já existentes de Molina Martínez (2001) e Mora Caballero (2012). Selecionamos culturemas relacionados ao meio (ambiente natural), com especial atenção à denominação de lugares que aparecem em Capitães de Areia, do escritor baiano Jorge Amado. Os culturemas, já coletados na pesquisa, tendem a revelar-se, para aprendentes de PLE, como elementos opacos, por procederem de uma cultura alheia à cultura da língua-fonte e aludirem a um contexto extralinguístico determinado. A frequência de aparição de culturemas de ambiente natural indica a importância que a literatura regionalista pode exercer na formação linguístico-cultural dos aprendentes do PLE e da aquisição de culturemas do Português Brasileiro (PB) mediada por textos literários (escritores).

Palavras-chave: Fraseologia; Culturemas; Literatura; PLE; Culturologia.

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INTRODUÇÃO À SEMÂNTICA E À PRAGMÁTICA DAS LÍNGUAS NATURAIS

Lovania Roehrig Teixeira (UFMS)

Este minicurso tem o objetivo de aproximar o participante de conceitos introdutórios da Semântica e da Pragmática para que ele seja capaz de realizar análises semântico-pragmáticas de expressões da língua natural. Para chegar às análises, inicialmente, diferenciam-se as duas áreas da Linguística e delimitam-se suas fronteiras. Feito isso, mostra-se que há diferentes tipos de “Semântica” – a Semântica da Enunciação (DUCROT, 1979), a Semântica Cognitiva (LAKOFF, 1987) e a Semântica Formal (FREGE, 1978) – e que cada uma delas assume um ponto de vista diferente em relação a seu objeto. Depois, introduzem-se conceitos específicos de Semântica Formal de Frege (1978). Para exemplificar uma análise de base formal, apresentam-se algumas considerações sobre a semântica e a pragmática dos demonstrativos. Para finalizar, exercitam-se as análises semântico-pragmáticas por meio de atividades práticas de análise de algumas expressões do Português Brasileiro.

Palavras-chave: Semântica; Pragmática; Língua Natural.

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ANÁLISE DO DISCURSO ECOSSISTÊMICA: REFLEXÕES SOBRE ANÁLISE DISCURSIVA A PARTIR DA EPISTEME ECOLÓGICA

Samuel de Sousa Silva (UFMS)

O presente minicurso visa introduzir o estudante nas reflexões epistemológicas no interior da linguística a partir da noção da ecologia como nova ciência piloto. Essas discussões remontam aos trabalhos do sociolinguista americano Einar Haugen de 1972 e inicia-se no Brasil com o livro “Ecolinguística: relações entre língua e meio ambiente” de 2007 do professor emérito da UNB Hildo Honório do couto. Nesses últimos anos tem-se desenvolvido pelo grupo de pesquisa sobre ecolinguística Brasília-Goiânia, UNB-UFG, uma análise do discurso a partir dos paradigmas teóricos da Análise do Discurso e da Ecolinguística. Nesse interim, surgiu a linha denominada Análise do Discurso Ecossistêmico, a partir das publicações “Análise do discurso Ecológica” de 2015 e “Análise do discurso ecossistêmica (ADE): teoria e prática” de 2021. A Análise do Discurso Ecossistêmica (ADE), antes chamada Análise do Discurso Ecológica (ADE), desenvolvida e sistematizada pelos estudiosos da Linguística Ecossistêmica, Hildo do Couto (UNB), Elza do Couto (UFG) e Eliane Fernandes (UFG), fundamenta-se nos princípios da Ecolinguística, visando discutir temas relacionados às interações entre sujeito, língua e contexto, com enfoque analítico-discursivo. Tal abordagem investigativa, preocupa-se em descrever e analisar a construção dos sentidos gerados por sujeitos que empregam linguagens dentro de contextos ecossistêmicos interacionais de comunicação. Sendo assim, o conceito ecológico de ecossistema é fundamental na constituição do discurso em análise. Outros conceitos ecológicos centrais para a ADE são a Homeostase e entropia.

Palavras-chave: Linguagem; Ecologia; Discurso; Ecossistema.

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LITERA(LEI)TURA E CRITICIDADE: THE DEVIL IS IN THE DETAIL

Igor Alexandre Barcelos Graciano Borges (UFMS)

O minicurso busca estabelecer alguns pontos de reflexão e conexão a respeito dos seguintes assuntos; em primeiro, a Leitura, em segundo, a Literatura, e, terceiro, a criticidade. Todos eles possuem laços e, potencialmente, constroem diálogos que precisam, mais do que nunca, serem trabalhados, principalmente, quando se pensa na formação de novos leitores, como também, novos professores, que, por sua vez, tomarão consciência da importância do ato de ler e de formar novos leitores, isto é, os futuros alunos que a eles, os novos professores, irão ministrar aulas no Ensino público, ou seja, Ensino Fundamental e Ensino Médio da escola pública. Neste sentido, relacionar a tríade supracitada, elucidando como uma área dialoga com as outras e como todas dialogam com a sociedade. O mencionado é a espinha dorsal do minicurso, como é perceptível. Destaca-se, então que, a partir das ligações de cada qual, sendo quase impossível não perceber, ou admitir, que elas dialogam e permitem que o leitor consiga identificar e criticar velhos discursos e ideologias que estão voltando, progressivamente, a superfície discursiva da sociedade brasileira. Nesta esteira, nomes como, por exemplo, Marisa Lajolo, Regina Zilberman, Mikhail Bakhtin, Louis Althusser, G. Hegel, entre outros, serão nosso apoio para que consigamos uma base teórica robusta e, consequentemente, um diálogo lúcido em relação as questões tratadas no decorrer da nossa fala.

Palavras-chave: Literatura; Formação de leitores; Criticidade; Leitura.

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ORALIDADE E ESCRITA: REFLEXÕES ACERCA DA IMEDIATEZ E DA DISTÂNCIA COMUNICATIVAS EM DIFERENTES GÊNEROS TEXTUAIS

Denise Durante (UNIP)

Katiuscia Cristina Santana (USP)

Neste minicurso, objetiva-se desenvolver uma reflexão sobre o contínuo concepcional dos gêneros textuais orais e escritos. Para a consecução deste objetivo, retoma-se o modelo teórico das linguagens da imediatez e distância comunicativas proposto por Koch e Oesterreicher (1985; 1990) na obra Lengua hablada en la Romania (2007). O referido modelo teórico é cotejado com as reflexões de outros autores que postularam a existência de um contínuo de gêneros textuais situados entre os polos da fala e da escrita, como Tannen (1985) e Biber (1988). Retomam-se também os trabalhos de Marcuschi (2004) e Urbano (2006; 2011; 2013), os quais enfocaram, em suas pesquisas, o modelo teórico dos referidos pesquisadores alemães. Serão apresentados e analisados, no minicurso, os dez parâmetros comunicativos do contínuo concepcional dos gêneros textuais elencados por Koch e Oesterreicher, bem como os limites impostos pelo meio (fônico ou gráfico) sobre a concepção textual. Com a exposição teórica e atividades práticas de reflexão sobre textos híbridos, que mesclam as concepções oral e escrita, temos como meta promover um debate sobre os conceitos de gêneros da oralidade e da escrita. Com foco na ampliação dos conhecimentos sobre as especificidades da oralidade e da escrita entende-se, por meio deste minicurso, ser possível colaborar com o aperfeiçoamento da prática docente nos processos de ensino e aprendizagem de línguas.

Palavras-chave: Oralidade; Escrita; Contínuo; Gêneros textuais; Concepção textual.

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TEORIA DOS CAMPOS: UMA INTRODUÇÃO À TEORIA DE PIERRE BOURDIEU EM TEMPOS DE DESVALORIZAÇÃO DO CAMPO DAS HUMANIDADES NO BRASIL

Paula Aparecida Diniz Gomides (UFMG)

Bourdieu (2004) apresenta os campos sociais como “microcosmos relativamente autônomos”, isso porque, inseridos em determinados contextos sociais, estes apresentam determinada relação entre si, apesar de uma aparente interdependência. Enquanto microcosmo, um campo pode ser definido em relação ao espaço por ele ocupado, subordinado às regras e negociações dos agentes sociais que nele atuam. Mas, considerando também uma dimensão macro, que diz respeito às leis sociais, gerais, das quais os campos mantêm uma espécie de autonomia parcial, podemos entender que os campos estão subordinados à condicionamentos maiores e externos à sua organização. Em meio aos próprios campos e às diferentes disciplinas presentes em cada campo, há que se questionar qual a natureza das pressões externas, que motivam a movimentação dos agentes, seja em direção à adesão, seja em resistência. Da mesma forma, os agentes, pessoas atuantes, jogadores de determinado campo, atuarão conforme as posições por eles ocupadas na estrutura de determinado campo. Abordamos, nesta proposta de minicurso, conceitos básicos para o entendimento da teoria de Pierre Bourdieu, tendo em vista conceitos de Campo, Habitus, Ilusio, Estratégias, Interesse, Relações de Poder, Teoria dos Capitais e Campos Simbólicos. Além de apresentar os pressupostos básicos destes conceitos, aprofundamos alguns entendimentos acerca do Campo Científico, considerando-o como um dos campos sociais descritos pelo autor e debatendo o papel do pesquisador na universidade e principalmente do pesquisador em Ciências Humanas no Brasil, em um cenário que preza pela acumulação de capitais simbólicos, condicionados à distribuição de recursos financeiros.

Palavras-chave: Bourdieu; Teoria dos Campos; Campos Sociais; Habitus; Campo Científico.

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LÍNGUA BIAFADA: ASPECTOS TIPOLÓGICOS, FONÉTICOS, MORFOSSINTÁTICOS E CULTURAIS-SOCIOLINGUÍSTICOS

Mário Alexandre Garcia Lopes

Walquíria Béda Lopes

Esse minicurso tem por objetivo trabalhar alguns aspectos linguísticos e culturais relacionados à língua e ao povo biafada. Essa língua é falada por aproximadamente 29.500 pessoas em Guiné-Bissau, país localizado no Oeste africano. Em relação aos aspectos linguísticos, propomos apresentar a distribuição das línguas do continente africano por meio de seus respectivos troncos e famílias linguísticas. Essa breve descrição permitirá localizar onde a língua biafada se insere dentro da tipologia das línguas africanas. Na tipologia linguística, destacaremos os textos de Scantamburlo (2013) e Petter (2015). Considerando a língua biafada do ponto de vista da descrição fonética, iremos analisar quais são as consoantes e as vogais identificadas nessa língua. Para isso, utilizaremos um corpora formado de 1.600 palavras e frases documentados entre 2016-2019. É interessante observar que o biafada ainda é uma língua com poucas documentações, descrições e análises linguísticas, sendo que há somente quatro pesquisas feitas por Koelle (1854), Klingenheben (1924) e Wilson (1983;1994). Ainda não há estudos voltados para a fonética e a fonologia da língua. Na penúltima parte do minicurso sobre os aspectos morfossintáticos da língua biafada, apresentaremos alguns pontos da pesquisa de Wilson (1994) relacionados ao fenômeno da mutação consonantal encontrado em algumas línguas do oeste africano. E por fim, iremos destacar alguns aspectos da cultura biafada e o contexto sociolinguístico em que a língua está inserida na comunidade de falantes guineenses, segundo Bivar (2014).

Palavras-chave: Tipologia; Fonética; Morfossintaxe; Sociolinguística; Cultura.

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MÚSICA E REPRESENTAÇÃO: MATO GROSSO DO SUL ENTRE CORDAS E VERSOS

Flávio Zancheta Faccioni (UFMS)

Por meio das linguagens, os compositores, intérpretes e instrumentistas fazem representações de si, dos outros e de espaços. A música, constituída de poesia e melodia, é um campo fértil para uma discussão plural e reflexiva em sala de aula sobre os aspectos culturais, linguísticos e identitários de Mato Grosso do Sul. Neste sentido, quer-se, com este minicurso, problematizar a música sul-mato-grossense; possibilitar a emersão dos efeitos de sentido; e construir possibilidades transdisciplinares de ensino. Utiliza-se a arqueogenealogia foucaultiana (FOUCAULT, 2017) para construir condições de produção dos enunciados, para desestabilizá-los e, em conjunto, fazer emergir os sentidos do texto e do além-texto; o silenciamento tratado por Orlandi (2007); os interdiscursos, os já-ditos e a memória de Pêcheux (2002; 2015); a opacidade da língua(gem), a incompletude do sujeito e as representações, conceitos discutidos por Coracini (2007; 2013; 2014; 2015); e as formações discursivas de Foucault (2017). As músicas selecionadas para esta discussão são de composição de Almir Sater, Geraldo Espíndola e Paulo Simões, importantes representantes da música sul-mato-grossenses. Espera-se, por fim, que este minicurso propicie uma discussão sobre as representações e possibilidades, a partir da música, para um ensino transdisciplinar que exalte os aspectos linguísticos, culturais e identitários de Mato Grosso do Sul.

Palavras-chave: Música; Representações; Discurso; Ensino.

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A TAREFA DO TRADUTOR, DE WALTER BENJAMIN E SUA REDE DIALÉTICA COM OS PRINCIPAIS ESTUDOS DA TRADUÇÃO SURGIDOS NO SÉCULO XX

Enio Gontijo de Lacerda (UFES)

Com este minicurso pretende-se estabelecer uma relação entre as várias correntes teóricas surgidas na modernidade concernentes à tradução de obras literárias com o ensaio A tarefa do tradutor, aqui considerado um texto não apenas icônico, mas de destacada referência na construção e fundamentação de tais teorias. Observa-se que mesmo sendo fonte primordial de outros textos, com inegáveis ressonâncias e confluências, se constitui como texto filosófico e, portanto, isento de definições ortodoxas, gerando uma gama enorme de interpretações, muitas delas revelando paroxismos e contradições entre si. Essa dissonância se deve, o que será defendido aqui, à escritura hermética e rizomática de Benjamin, que oferece inúmeros veios e incursões a seu leitor, o que favorece essa diversidade de interpretações, desde as mais conservadoras às mais radicais. Afinal, se um texto é um processo contínuo de reescritura de novos textos, o ato da escrita pode ser também considerado um ato tradutório, o que lhe transmuta, além de uma verve criativa, um aspecto que contempla e fundamenta sua natureza teórica e crítica. Propõe-se, pois, uma leitura e análise de textos de teóricos como Derrida, Antoine Berman, Octávio Paz e Haroldo de Campos e suas interlocuções com a Tarefa do Tradutor, de Walter Benjamin.

Palavras-chave: Literatura e Tradução; Walter Benjamin; Estudos Literários.

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ANÁLISE DO DISCURSO DIGITAL: NAVEGANDO POR POLÊMICAS NA INTERNET

Rodrigo Seixas Pereira Barbosa (UFG)

As interações polêmicas, se inegavelmente nada novas, estão cada vez mais no centro das trocas comunicativas em redes sociais. Para alguns teóricos, estamos diante de um novo tipo de cidadão – o cidadão digital – e de um novo tipo de sociedade democrática, uma ciberdemocracia, nos termos de Pierre Levy, em que a própria configuração dos dispositivos digitais, e da maior liberdade comunicativa promovida pelas redes sociais, favorece o desenvolvimento de interações polêmicas e de embates de opiniões políticas. De fato, os usuários da internet, enquanto também seres sociais, possuem valores, crenças, ideologias e desejos, e, envolvidos na diferença tanto quanto motivados pela identidade de grupo, são impulsionados à guerra simbólica, passando a ter suas vozes alçadas não só ao domínio público, mas também ao domínio do publicado, com tudo o que isso pode implicar para o sentido em termos de configuração cognitivo-discursiva. A partir disso, promovendo o diálogo entre a análise do discurso digital da linguista Marie-Anne Paveau (2017) e algumas abordagens retórico-discursivas, a proposta desse minicurso é discutir, de modo introdutório, as possibilidades de análise de discursos polêmicos em interações digitais em redes sociais, sobretudo no Twitter. Para tanto, com base em exemplos de análises retórico-discursivas de algumas interações polêmicas digitais, levar-se-á em conta determinados elementos, tais como doxa, pré-discursos, memória cognitivo-discursiva, configuração de dispositivos, além de outros que se mostrarem necessários para alcançar o objetivo pleiteado.

Palavras-chave: Análise do discurso digital; Polêmica; Argumentação; Retórica.

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LEITURA E ESCRITA, DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES DA INFÂNCIA À GRADUAÇÃO

Milena Ramos (PUC-RS)

O presente minicurso tem o intuito de refletir e aprofundar, através de fundamentação teórica, acompanhada de observação e comparação com pesquisa feita com estudantes da graduação, sobre quais espaços, ambientes ou pessoas foram fator decisivo para seu despertar do desenvolvimento de habilidades de leitura e escrita. Os participantes da pesquisa foram levados a pensar e responder sobre a construção de suas práticas de leitura desde o primeiro contato com textos e escritas, seja nos anos iniciais de sua infância, no Ensino Fundamental, no Ensino Médio ou na graduação. O que se percebe é que o despertar para a construção de tais prática, acompanhado do gosto por ler e escrever, e com as habilidades necessárias para bem fazê-los tem marcadores específicos, os quais podem ter início em qualquer fase da vida, precisando sempre de mediadores que facilitam este desenvolvimento, familiares que incentivam, acesso a material escrito diverso, livros, professores, contadores de história. Outra questão importante é que, quanto mais o tempo passa e/ou aumenta o nível escolar do aluno, mais difícil desenvolver estes gostos e habilidades, pois estão diretamente ligados à quantidade e qualidade de materiais e experiências ofertadas. O estudante que teve privação de acesso a textos, leituras e escritas de qualidade desde a tenra idade em sua trajetória escolar, terá mais dificuldade em aprimorar suas experiências e desenvolver suas habilidades, além de que suas escritas e construção de conhecimentos serão atravessadas por isso. Por fim, a intenção é pensar práticas que sejam contributivas para todos os níveis de ensino.

Palavras-chave: Leitura; Escrita; Desenvolvimento Humano; Infância; Educação Superior.

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LITERATURA INDÍGENA E A LEI 11.645/08: REFLEXÕES E PRÁTICAS DE (RE)EXISTÊNCIA

Sônia Cristina Poltronieri Mendonça (UFFS)

Rogério Back (UFPR)

Em tempos de violências, anulações e apagamentos históricos, diversos grupos sociais, como indígenas, africanos e imigrantes, para citar apenas alguns exemplos, têm resistido e (re)existido (SOUZA, 2009). Frutos destas constantes mobilizações são as leis, que visam contribuir para que direitos sejam garantidos e assegurados. No âmbito educacional, a Lei 11.645/08 normatiza a obrigatoriedade da inserção da história e cultura afro-brasileira e indígena no âmbito de todo o currículo escolar, principalmente nas áreas de educação artística, de literatura e história brasileiras. Diante disso, as práticas pedagógicas precisam valorizar a cultura e história destes grupos apontados pela Lei, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil (BRASIL, 2008). Dito isto, este minicurso tem por objetivos apresentar reflexões e debates acerca da literatura indígena à luz da referida Lei de 2008, bem como uma síntese das características e funções das literaturas escritas por indígenas a partir de uma epistemologia indígena (MUNDURUKU, 2003, 2012; GRAÚNA, 2012, 2013; POTIGUARA, 1989; WERÁ, 2017). Ademais, tomaremos algumas produções artístico-literárias como plano de fundo para o debate (POTIGUARA, 1989; KAMBEBA, 2020; CABOCO, 2018), a fim de que esta literatura seja apresentada/trabalhada e/ou ensinada dentro de suas especificidades. Deste modo, desejamos contribuir para promover e unir forças às práticas de (re)existência que visam dias melhores e salvaguardar direitos, modos de ser, agir e pensar.

Palavras-chave: Povos Indígenas; Literatura indígena; Práticas de (re)existência.

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